A lista dos 7 Horcruxes (em ordem de criação)
1. O diário de Tom Riddle
- Criado: durante os anos de escola em Hogwarts, por volta de 1943 (quinto ano)
- Assassinato: Murta-Que-Geme (Myrtle Warren), morta pelo Basilisco invocado da Câmara Secreta
- Confiado a: Lucius Malfoy nos anos 1980 (sem lhe dizer o que era)
- Descoberto: por Harry em A Câmara Secreta (livro 2)
- Destruído por: Harry, com uma presa de Basilisco
O diário é, ao mesmo tempo, o primeiro Horcrux criado e o primeiro destruído. Ele permite a Voldemort possuir parcialmente Gina Weasley durante um ano letivo inteiro, por meio de escrita interativa. Detalhe importante: ele consegue agir de forma independente de Voldemort, o que faz dele um raro Horcrux "autônomo".
2. O anel dos Gaunt
- Criado: por volta de 1943, depois de assassinar a família paterna
- Assassinato: seu pai trouxa, Tom Riddle Senior (e os avós paternos)
- Detalhe: cravejado com a Pedra da Ressurreição, uma das três Relíquias da Morte, sem que Voldemort soubesse
- Escondido: na casa em ruínas dos Gaunt, protegido por várias maldições
- Destruído por: Alvo Dumbledore, com a Espada de Grifinória
O anel é amaldiçoado. Dumbledore, ao encontrá-lo, não resiste à tentação de usá-lo: ele quer falar com a irmã perdida, Ariana. Coloca o anel e a maldição começa a matá-lo. Snape consegue retardar o efeito, mas condena Dumbledore a morrer dentro de um ano. Essa sequência explica a "mão morta" enegrecida dele no livro 6.
3. O medalhão de Sonserina
- Criado: em data incerta, depois de roubar a relíquia de Hepzibah Smith
- Assassinato: Hepzibah Smith (antiga proprietária)
- Escondido: numa caverna à beira-mar, protegido por Inferi e uma poção do desespero
- Destruído por: Rony Weasley, com a Espada de Grifinória (livro 7)
A trajetória do medalhão é uma das mais tortuosas. Voldemort o esconde numa caverna. Régulo Black, jovem da Sonserina que entendeu o horror dos Horcruxes, o substitui por um falso com a ajuda de Monstro. Ele morre nessa missão. O medalhão original acaba… no pescoço de Dolores Umbridge no Ministério. Harry, Rony e Hermione o recuperam durante a infiltração no Ministério no livro 7. Depois ele exerce uma influência sombria sobre eles durante a fuga, até que Rony o destrói depois de superar seus medos pessoais, numa cena catártica.
4. A taça de Lufa-Lufa
- Criada: pouco depois do medalhão, com seu próprio assassinato
- Assassinato: Hepzibah Smith (cujo assassinato serviu para criar a taça; o medalhão virou Horcrux com um assassinato diferente, o de um trouxa anônimo)
- Escondida: no cofre de Belatriz Lestrange em Gringotes
- Destruída por: Hermione Granger, com uma presa de Basilisco (livro 7)
A taça é recuperada depois da espetacular fuga de Gringotes nas costas de um dragão, uma das sequências mais marcantes do livro 7. Hermione a destrói na Câmara Secreta com uma presa tirada da carcaça do Basilisco morto no livro 2. Momento marcante: nesse instante exato, ela e Rony se beijam pela primeira vez, levados pela emoção.
5. O diadema de Corvinal
- Criado: por volta de meados dos anos 1960, durante os anos de peregrinação de Voldemort
- Assassinato: um camponês albanês que ele encontrou nas viagens
- Escondido: na Sala Precisa de Hogwarts, no canto onde gerações de alunos acumularam seus objetos perdidos
- Destruído por: indiretamente Harry, mas é o Fogo Amaldiçoado (fogo mágico incontrolável) invocado por Crabbe que o consome (livro 7)
O diadema é um dos Horcruxes mais difíceis de localizar. Voldemort se acha esperto ao esconder um artefato em Hogwarts: ele acha que ninguém vai encontrar um objeto na Sala Precisa. Harry o encontra graças a uma pista dada por Helena Corvinal (a Dama Cinzenta), filha da fundadora, que ela mesma tinha roubado o diadema da mãe séculos antes. O Fogo Amaldiçoado acaba matando Crabbe e destruindo a Sala Precisa inteira.
6. Nagini
- Criada: depois de recuperar o corpo (livro 4, 1995)
- Assassinato: Bertha Jorkins, funcionária do Ministério, sequestrada e torturada antes de ser morta
- Detalhe: Horcrux vivo, algo raríssimo, um dos poucos casos conhecidos junto com Harry (acidental)
- Destruída por: Neville Longbottom, com a Espada de Grifinória (livro 7, momento culminante)
Nagini é um caso único. Voldemort a mantém sempre ao lado dele, convencido de que a presença física dela já basta como proteção. Ela também é o canal dele: ele enxerga pelos olhos dela e a usa para matar Severo Snape. Neville mata Nagini em plena batalha de Hogwarts, tanto no livro quanto no filme, com um rasgo de coragem que sela sua transformação em herói. Nota de lore: a trilogia Animais Fantásticos revela que Nagini era uma Maledictus, uma humana amaldiçoada, condenada a virar serpente aos poucos para sempre. Detalhe acrescentado depois dos livros, polêmico entre os fãs.
7. Harry Potter (acidental)
- Criado: em 31 de outubro de 1981, em Godric's Hollow
- Assassinato: Lílian Potter (e tentativa contra Harry)
- Detalhe: fragmento involuntário, alojado no bebê sobrevivente, e Voldemort não sabe
- Destruído por: o próprio Voldemort, na Floresta Proibida (livro 7)
Quando Voldemort lança Avada Kedavra no bebê Harry, a maldição ricocheteia porque Lílian Potter se sacrificou: a antiga magia do sangue protege Harry. Mas uma parte da alma de Voldemort, já enfraquecida pelas criações recentes de Horcruxes, se desprende na fração de segundo seguinte e se fixa na única criatura viva por perto: Harry. Isso explica tudo o que parece estranho ao longo de sete livros:
- A cicatriz que dói quando Voldemort está perto ou furioso
- A ofidioglossia que Harry não teria como ter aprendido de verdade
- As visões compartilhadas que viram ferramenta de manipulação no livro 5
- A ligação mental que permite a Voldemort armar uma cilada para Harry no Ministério
A reviravolta central do livro 7: para vencer Voldemort, Harry precisa deixar que o matem para que o fragmento de alma seja destruído. Ele faz isso na Floresta Proibida. Voldemort, ao lançar seu Avada Kedavra, destrói o fragmento que ele mesmo tinha colocado em Harry, sem saber. Harry sobrevive porque Voldemort tomou o sangue dele (livro 4), criando uma ligação mágica que faz dele um "recipiente reserva".